No jogo para engrenar, Flamengo de Paulo Sousa mostra que não é para ser

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Paulo Sousa – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

BLOG DO ANDRÉ ROCHA: Uma semana de preparação desde o primeiro Fla-Flu da final carioca. Mesmo considerando a escalação dos reservas contra o Altos pela Copa do Brasil, a logística de um jogo sempre interfere no período de treinamentos dos titulares.

Jogo contra o lanterna Fortaleza, abatido por mais uma derrota em clássico com o Ceará e pelo desgaste físico e emocional por ter atuado 70 minutos com um homem a menos no Castelão. Apenas dois pontos na tabela do Brasileiro, apesar da reconhecida competência de Vojvoda e das boas campanhas nas demais competições.

Mesmo sem Gabigol e Arrascaeta, era partida para os rubro-negros somarem três pontos, demonstrarem evolução como resultado dos dias de trabalho e buscarem o topo da tabela. Ainda mais com o empate sem gols entre Palmeiras e Atlético Mineiro no Allianz Parque que estacionou os dois grandes concorrentes, ao menos em tese, nos 16 pontos. O líder Corinthians subiu para 18.

A chance de chegar aos 15 pontos veio no pênalti sofrido, mas desperdiçado por Pedro. Deslocou o goleiro, mas a bola foi na trave de Marcelo Boeck. Era o gol para incendiar de vez o Maracanã, depois do empate “achado” no final do primeiro tempo. A única jogada bem articulada, iniciada e finalizada por Everton Ribeiro, recebendo assistência de Ayrton Lucas.

Em 45 minutos catastróficos, individual e também coletivamente, apesar da tentativa do treinador Paulo Sousa de se isentar da responsabilidade na entrevista pós-jogo. O posicionamento de Ayrton Lucas mais aberto como lateral expôs um Pablo perdido no confronto com o intrépido Robson.

A saída de bola era um show de horrores até Willian Arão, de novo desconcentrado e nada intenso, armar o contragolpe que Robson não perdoou, como perdeu logo aos cinco minutos na cara de Hugo.

Na frente, time estático com Pedro na referência, Bruno Henrique isolado à esquerda e Andreas Pereira inexplicavelmente escalado de novo na articulação, à frente de dois volantes. Raramente funcionou, desde os tempos de Renato Gaúcho, mas Sousa fez nova aposta na ausência de Arrascaeta, à serviço da seleção uruguaia.

Sousa não errou nas trocas de Pablo, Arão e João Gomes por David Luiz, Thiago Maia e Vitinho na volta do intervalo. Eram mesmo urgentes. E provavelmente o time teria muito mais desenvoltura na etapa final. Mas o pênalti perdido jogou para baixo o time animicamente, bateu o desespero com 21 cruzamentos em 45 minutos e as trocas de Vojvoda tornaram o time cearense mais rápido nos contragolpes.

Filipe Luís entrou na vaga de Ayrton Lucas para errar o passe que gerou a saída rápida que terminou no gol de Hercules, grande revelação de uma equipe que, enfim, conseguiu combinar desempenho e resultado nos pontos corridos. Com 34% de posse, finalizou 12 vezes, metade no alvo, duas nas redes. Vitória enorme e condizente com o que foi a partida.

Porque o Flamengo de Paulo Sousa simplesmente não é para ser. Nunca foi, desde a contratação na viagem desastrada de Braz e Spindel a Portugal no final do ano passado. A coisa não engrena, o tempo para treinar piora o rendimento e o técnico não se ajuda, nas ações e palavras. Se segura pelo emprego, mas se queima dia após dia, com jogadores e dirigentes.

A reformulação no departamento de futebol do Flamengo deveria ser geral, mas, como sempre, apenas o técnico é quem vai pagar o pato. A questão agora é quando. Talvez em uma madrugada fria, de forma covarde, como fizeram com Rogério Ceni. Típico de uma direção omissa, politiqueira e perdida na própria incompetência.

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