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Vasco se revolta após Maracanã manter veto a jogo contra o Sport: ‘Postura arbitrária e ilegal’

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Rio – A guerra entre Vasco e Maracanã ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira. O consórcio que administra o estádio negou o pedido do Cruzmaltino para rever sua decisão e manteve o veto para realização da partida contra o Sport, no dia 3 de julho, pela Série B. Após a decisão, o Vasco emitiu uma nota onde considera a postura do consórcio “arbitrária e ilegal”.
“O clube não admite a postura arbitrária e ilegal do Consórcio Maracanã, que tem como permissionário o CR Flamengo e como interveniente anuente o Fluminense FC, e declara que seguirá na luta para assegurar o direito de sua torcida acompanhar os jogos do clube no Maracanã em condições de igualdade com os demais, como manda o termo de permissão de uso concedido pelo Estado do Rio de Janeiro”, diz um trecho do comunicado.
A justificativa do Maracanã é de que a realização da partida pode ser prejudicial para o gramado, já que o cronograma prevê que o estádio receba entre oito e dez jogos da dupla Flamengo e Fluminense em julho, dependendo dos clubes se classificarem na Copa do Brasil. O Vasco alega que mesmo se os rivais avançarem o número seria de nove partidas.
Veja abaixo a lista de jogos previstos para o Maracanã em julho:
02/07 – Fluminense x Corinthians (Campeonato Brasileiro)
06/07 – Flamengo x Tolima (Libertadores)
07/07 – Fluminense x Ceará (Campeonato Brasileiro)
13/07 – Flamengo x Atlético-MG (Copa do Brasil)
16/07 – Flamengo x Coritiba (Campeonato Brasileiro)
20/07 – Flamengo x Juventude (Campeonato Brasileiro)
24/07 – Fluminense x RedBull (Campeonato Brasileiro)
27/07 – (Possibilidade) Flamengo ou Fluminense (Copa do Brasil)
30/07 – Flamengo x Atletico-GO (Campeonato Brasileiro)
Confira na íntegra a nota do Vasco:
“O Club de Regatas Vasco da Gama lamenta e repudia a decisão do Consórcio Maracanã de não reconsiderar o absurdo veto à realização do jogo CR Vasco da Gama x Sport Clube do Recife, no domingo dia 3 de Julho, no estádio do Maracanã.

O clube não aceita os argumentos do consórcio para fechar o Maracanã para o Vasco e sua torcida em um jogo de alto apelo de público a ser realizado em um domingo, sem qualquer programação prevista para o estádio.

A alegação utilizada que quando o pedido do CRVG foi feito já havia uma programação de 8 (oito) a 10 (dez) jogos no estádio para o mês de julho, a depender da performance de CR Flamengo e Fluminense FC na Copa do Brasil, está desatualizada. O máximo de jogos que os dois clubes podem fazer no mês julho são 9 (nove). O décimo jogo previsto no cronograma para o mês provavelmente deveria ser uma partida do Fluminense FC em competições da Conmebol, das quais foi prematuramente desclassificado. Sendo assim, a partida CR Vasco da Gama x Sport Clube do Recife seria no máximo a décima partida no mês, o que se encaixaria perfeitamente no dito cronograma.

A outra desculpa levantada também não pode sequer ser considerada. O Maracanã tem recebido rotineiramente jogos com intervalo de 24h ou menos. Só nessa temporada foram duas ocasiões, em 2021 seis vezes e 2020 outras seis. A alegação de que o gramado teria “sofrido” apenas com a realização da partida CR Vasco da Gama x Cruzeiro, realizada 24hs após uma partida do Fluminense FC, não é verdadeira. Todo o jogo transcorreu com o gramado em boas condições, sem qualquer reclamação dos atletas das duas equipes.

Barrar o nosso jogo contra o Sport significaria que cerca de 45 mil vascaínos, do Rio, de outras cidades e outros Estados, se veriam impedidos de assistir ao jogo de sua equipe, uma vez que essa é a diferença de capacidade de público entre os estádios do Maracanã e São Januário. Não é possível aceitar que o Vasco da Gama seja impedido de utilizar um equipamento que é público e que deve estar aberto e disponível para todos os clubes em igualdade de condições. CR Flamengo e Fluminense FC já realizaram esse ano 24 partidas no Maracanã. O Vasco da Gama realizou apenas uma e está sendo impedido de realizar a segunda.

O clube não admite a postura arbitrária e ilegal do Consórcio Maracanã, que tem como permissionário o CR Flamengo e como interveniente anuente o Fluminense FC, e declara que seguirá na luta para assegurar o direito de sua torcida acompanhar os jogos do clube no Maracanã em condições de igualdade com os demais, como manda o termo de permissão de uso concedido pelo Estado do Rio de Janeiro”.

Consórcio não atendeu pedido do Cruzmaltino para rever decisão

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