José Boto é sincero no Flamengo e fala sobre Fair Play Financeiro no Brasil: “Demora muito”

O assunto vem sendo bastante discutido no futebol brasileiro. Assim, José Boto, do Flamengo, falou sua opinião

Voltou a ser assunto

O Flamengo estreou com vitória na Copa Libertadores ao bater o Deportivo Táchira por 1 a 0 fora de casa, na quinta-feira (3), com gol de Juninho no segundo tempo. No entanto, além do bom desempenho em campo, um tema extracampo voltou a ganhar força nos bastidores do futebol brasileiro.

Trata-se do Fair Play Financeiro. Em meio a crescentes dívidas e contratações de alto valor, o assunto tem gerado preocupação nos clubes que prezam por uma gestão equilibrada.

Foi sincero

Em entrevista à FlaTV, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, abordou o tema e defendeu a implementação urgente de um modelo semelhante ao europeu. O dirigente alertou para os riscos que a falta de controle financeiro pode causar à sustentabilidade do futebol nacional.

“Tem chamado a atenção. Por outro lado, numa visão macro do futebol brasileiro, eu acho que é algo que os clubes têm que cuidar. Isso acontecia na Europa há 20 anos, não pagavam salário, mas a UEFA foi rígida e criou o Fair Play Financeiro. Não só por isso, mas também pelas questões dos donos têm que ter atenção com as SAFs”, iniciou.

“Por exemplo, o Manchester City, que tem um dono multibilionário, gastar mais dinheiro do que gera. Porque o dono vai injetar dinheiro. Eu trabalhei num clube milionário, o Shakhtar Donetsk, e a UEFA estava sempre em cima para ver se o clube gastava mais do que o permitido. Eu acho que isso é algo que tem que fazer no Brasil, os clubes não podem gastar mais do que aquilo que realmente têm. E tem que pagar. Quando eu compro algo eu tenho que pagar”, destacou Boto.

RJ – RIO DE JANEIRO – 08/02/2025 – CARIOCA 2025, FLUMINENSE X FLAMENGO – Jose Boto diretor de futebol do Flamengo antes da partida contra o Fluminense no estadio Maracana pelo campeonato Carioca 2025. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Demora para punições

Boto também criticou a demora no sistema brasileiro para punições aos clubes inadimplentes e defendeu sanções mais duras, como já ocorre no futebol europeu.

“Se não pagar tem que sofrer consequência, como na Europa. Na Europa hoje em dia se o clube não lhe paga você faz uma queixa na UEFA, e eles sofrem um transfer ban. Enquanto não resolverem não podem comprar jogadores. Faz todo sentido, é a coisa mais normal… Aqui não podemos nos queixar à Fifa diretamente, tem um órgão intermediário da federação a quem temos que apresentar a queixa, mas demora muito tempo”, afirmou.

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Voltou a ser assunto

O Flamengo estreou com vitória na Copa Libertadores ao bater o Deportivo Táchira por 1 a 0 fora de casa, na quinta-feira (3), com gol de Juninho no segundo tempo. No entanto, além do bom desempenho em campo, um tema extracampo voltou a ganhar força nos bastidores do futebol brasileiro.

Trata-se do Fair Play Financeiro. Em meio a crescentes dívidas e contratações de alto valor, o assunto tem gerado preocupação nos clubes que prezam por uma gestão equilibrada.

Foi sincero

Em entrevista à FlaTV, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, abordou o tema e defendeu a implementação urgente de um modelo semelhante ao europeu. O dirigente alertou para os riscos que a falta de controle financeiro pode causar à sustentabilidade do futebol nacional.

“Tem chamado a atenção. Por outro lado, numa visão macro do futebol brasileiro, eu acho que é algo que os clubes têm que cuidar. Isso acontecia na Europa há 20 anos, não pagavam salário, mas a UEFA foi rígida e criou o Fair Play Financeiro. Não só por isso, mas também pelas questões dos donos têm que ter atenção com as SAFs”, iniciou.

“Por exemplo, o Manchester City, que tem um dono multibilionário, gastar mais dinheiro do que gera. Porque o dono vai injetar dinheiro. Eu trabalhei num clube milionário, o Shakhtar Donetsk, e a UEFA estava sempre em cima para ver se o clube gastava mais do que o permitido. Eu acho que isso é algo que tem que fazer no Brasil, os clubes não podem gastar mais do que aquilo que realmente têm. E tem que pagar. Quando eu compro algo eu tenho que pagar”, destacou Boto.

RJ – RIO DE JANEIRO – 08/02/2025 – CARIOCA 2025, FLUMINENSE X FLAMENGO – Jose Boto diretor de futebol do Flamengo antes da partida contra o Fluminense no estadio Maracana pelo campeonato Carioca 2025. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Demora para punições

Boto também criticou a demora no sistema brasileiro para punições aos clubes inadimplentes e defendeu sanções mais duras, como já ocorre no futebol europeu.

“Se não pagar tem que sofrer consequência, como na Europa. Na Europa hoje em dia se o clube não lhe paga você faz uma queixa na UEFA, e eles sofrem um transfer ban. Enquanto não resolverem não podem comprar jogadores. Faz todo sentido, é a coisa mais normal… Aqui não podemos nos queixar à Fifa diretamente, tem um órgão intermediário da federação a quem temos que apresentar a queixa, mas demora muito tempo”, afirmou.”}]]  

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